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terça-feira, 18 de novembro de 2014
terça-feira, 4 de novembro de 2014
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
Rostos de esperança
UCRÂNIA, OUTUBRO DE 2014
Rostos de esperança
Depois de ter visitado a «pequena fraternidade provisória» em Kiev, um dos irmãos continuou a sua viagem à Ucrânia com visitas em várias cidades do país. Tempos de oração comunitária, encontros com jovens, visitas a duas Universidades e a um Seminário, encontros com bispos: o programa foi variado, sobretudo com a vontade de compreender melhor a situação no país e de encorajar os jovens que participaram nos encontros em Taizé ou em Estrasburgo e também os que se estão a preparar para ir a Praga.
Foi particularmente importante visitar cristãos de todas as denominações. Esta atenção em dialogar com todos marca muito as visitas dos irmãos à Ucrânia. Para dar alguns ecos destas visitas, eis aqui alguns retratos de pessoas que se foram cruzando no caminho ao longo desta viagem. Uma particularidade: são todas crianças. Eis o que o irmão conta:
«Encontrei muitas pessoas em cada um dos dias da viagem, sobretudo jovens. Surpreendi-me ao reparar que me lembro de rostos de crianças que encontrei em cada cidade que visitei. Haverá melhor forma de pensar no futuro de um país e rezar por um povo do que recordar rostos de crianças?
Kharkiv
Dois dias antes da minha chegada, a estátua de Lenine num grande largo da cidade tinha sido retirada. Os estudantes que encontrei só falavam nisso. Ao serão, depois da Eucaristia celebrada pelo bispo católico e a procissão com a cruz da Jornada Mundial da Juventude (que estava de passagem pela cidade), tive um encontro com várias pessoas; entre elas estava uma criança com cerca de dez anos. Estava muito contente por poder falar francês e utilizar algumas palavras que tinha aprendido na escola. Era manifesta a sua vontade de ultrapassar barreiras linguísticas; ela irradiava alegria. Quando o encontro acabou, quis atravessar a sala para me vir dizer adeus. Que sorte tem de poder crescer com esta abertura!
Komsomolsk
Estive no seminário ortodoxo da diocese de Poltava, que é na cidade de Komsomolsk. Tive um encontro de duas horas com os estudantes, o que mostra a confiança que há da parte dos professores. Um deles é um jovem pai de família. O seu filho mais novo, que se chama Constantin, tem apenas dois anos. O que me marcou ao olhar para ele foi ver que não parou de sorrir. Há tantas coisas que me separam desta criança e, no entanto, parecia evidente que há só uma família humana.
Rivne
Quando fui para a parte ocidental do país, fui esperado na cidade de Rivne para um encontro com estudantes. O professor que tinha organizado o encontro também me apresentou a sua família. Vika, a sua filha, ainda é demasiado nova para poder participar nos encontros em Taizé. Estive a explorar com ela… o seu livro de História. Foi muito interessante passar as páginas, olhar para as imagens, e ver o seu entusiasmo a explicar-me alguns acontecimentos da História do seu país. Quando me despedi, ela queria dar-me outro livro de História, do ano anterior.
Lviv
No final de um programa bastante preenchido em Lviv, a grande cidade a Oeste, tínhamos convidado os jovens para uma oração da noite numa igreja do centro histórico. Antes da oração, estávamos a conversar na praça em frente à igreja quando uma jovem mãe de família se aproximou. Contou que tinha participado na recente etapa da peregrinação de confiança em Riga e que espera poder um dia vir a Taizé. Tentei falar com o seu filho Taras, mas sem sucesso. É autista. Pouco a pouco, sem falar, começou a mostrar-se muito terno e passamos um belo momento juntos. A jovem mãe pediu-me para rezar pela sua família e pelo seu filho. Durante toda a oração, pensei no rosto daquela criança.

Ivano-Frankivsk
Um dia, sem termos previsto isso, cheguei a Ivano-Frankivsk. Na verdade, tinha sido programada uma oração e um concerto em memória de um jovem da cidade, Roman Huryk, que morreu dia 20 de Fevereiro após o disparo de um franco-atirador. No início de Outubro, ele teria completado 20 anos. Os seus familiares convidaram parentes de outras vítimas da repressão para se encontrarem na sua cidade e fazer memória dos filhos ou parentes desaparecidos.
De repente, foi-me apresentado o avô do Roman, Pan Miroslav. Ele está muito empenhado na vida da sua paróquia. Não sem emoção, partilhámos sobre a vida e morte de seu neto. Depois, apresentou-me a mãe e as duas pequenas irmãs do Roman. Neste encontro, as notícias e os ecos recebidos durante todo o Inverno tornaram-se de repente muito concretos, encarnados na dor e na esperança desta família.

Pensando da Ucrânia, ouvindo notícias vindas deste país, mantenho agora estes rostos na minha memória. Eles incentivam-me a pensar que um futuro de paz e de reconciliação é possível e necessário.»
sábado, 25 de outubro de 2014
ENCONTRO DE PRAGA Programa provisório
Segunda-feira 29 de Dezembro
Chegada a Praga de manhã, para o acolhimento. Depois, primeiro encontro com a paróquia e eventualmente família de acolhimento.
Jantar, seguido pela oração comunitária no Parque de Exposições, PVA EXPO PRAHA, em Letňany.
Terça-feira 30 e quarta-feira 31 de Dezembro
Oração da manhã na paróquia de acolhimento, seguida por um tempo de partilha em grupos de reflexão ou de encontros com pessoas empenhadas na vida da comunidade local. Almoço simples.

Oração do meio dia nas grandes igrejas do centro de Praga.
À tarde, em diferentes locais do centro da cidade e no Parque de Exposições: ateliês com temas variados: compromisso social, fé e vida interior, criação artística…
Jantar, seguido pela oração comunitária no Parque de Exposições e nas grandes igrejas do centro da cidade.

No dia 31 de Dezembro: vigília de oração pela paz no mundo, seguida por uma «festa dos povos» na paróquia de acolhimento.
Quinta-feira 1 de Janeiro
Participação nas celebrações habituais das paróquias de acolhimento e depois almoço com as famílias.
À tarde: encontros por países.
Jantar e oração noite no Parque de Exposições.
À tarde: encontros por países.
Jantar e oração noite no Parque de Exposições.

Sexta-feira 2 de Janeiro
Oração da manhã na paróquia de acolhimento.
Partida a partir das 12h.
Partida a partir das 12h.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014
Notícias das pequenas fraternidades provisórias
Notícias das pequenas fraternidades provisórias
Até ao Verão de 2015, pequenos grupos de jovens vivem em comunidade durante algumas semanas, no coração de um bairro ou de uma aldeia, para aí dar testemunho do Evangelho e partilhar as alegrias e as tristezas dos habitantes. A vida é ritmada por três orações comunitárias diárias, trabalho pastoral e social com as comunidades cristãs locais, visitas a pessoas isoladas ou em situação de sofrimento, animação de orações abertas a todos e de encontros de jovens.
Nesta página, actualizada regularmente, será possível acompanhar as notícias destas pequenas fraternidades provisórias.
Mal podemos acreditar que já passaram as duas primeiras semanas da nossa estadia em Bragança. Estamos a gostar muito deste tempo. Encontramos pessoas extremamente simpáticas e generosas.Também estamos muito contentes com o nosso trabalho, numa instituição com diferentes tipos de trabalho social. A maior parte do tempo estamos com pessoas de idade que vivem na pobreza. Cantamos com elas, levamo-las à igreja e, sobretudo, procuramos falar com elas. Como nós não falamos todas português, no princípio a comunicação era um pouco difícil. Mas aprendemos que também podemos comunicar com uma mistura de diferentes línguas e de sorrisos. Duas vezes por semana, trabalhamos com crianças de famílias pobres. Gostamos muito de estar com estas pessoas. Todos os dias aprendemos qualquer coisa e elas tornam-se cada vez mais familiares. Adoramos passar o tempo com elas.Nas nossas orações comunitárias, há sempre pessoas que vêm rezar connosco.
Lisa, Magarete e Anna, em Bragança

quinta-feira, 9 de outubro de 2014
Taizé Riga: Ecos
RIGA, SETEMBRO DE 2014
Jovens em terras bálticas como «peregrinos da paz e da confiança»
De 26 a 28 de Setembro de 2014, teve lugar em Riga, na capital da Letónia, um encontro animado pela comunidade de Taizé. Há vários anos, os arcebispos luterano e católico tinham feito o convite. Foi no decorrer do encontro de Estrasburgo que a notícia pôde ser confirmada pelo irmão Alois: uma etapa da peregrinação de confiança através da terra teria lugar na Letónia, cinco anos após o encontro de Vilnius, na vizinha Lituânia.
Oração de sábado à noite na igreja de S. Pedro
Elizabete, da Letónia, fez parte da equipa de voluntários que ajudaram durante o encontro. Ela testemunha :
Foi fantástico ver quantos jovens vieram à nossa cidade de Riga. Como voluntária, fiquei muito feliz por dar o meu contributo nestes três belos dias, vividos numa grande confiança pelos jovens peregrinos. Estar juntos na oração comunitária, encontrar pessoas novas e rever amigos de Taizé fez-me compreender que Deus actua por todo o lado onde vamos e onde vivamos. Eu penso que, depois destes dias, temos mais esperança do que nunca para a Letónia e para a Europa de Leste.
O acolhimento em Riga e a hospitalidade nas famílias
Além dos jovens da Letónia, contámos várias centenas vindos dos países Bálticos, da Ucrânia, da Polónia, da Bielorrússia e da Rússia. Outros ainda vindos em pequenos grupos ou individualmente, originários de diversos países da Europa.
Os grupos e as pessoas que vieram individualmente foram convidados à chegada, a dirigir-se à igreja de Sta. Gertrude, onde teve lugar o acolhimento. Cada um recebia então um programa disponível em diferentes línguas (letão, inglês, russo, ucraniano, polaco) e era-lhe atribuída uma paróquia de acolhimento. Nesta paróquia, os jovens eram de seguida enviados para a respectiva família de acolhimento, todos os participantes foram acolhidos em famílias. Dois de entre eles, a Talitha e o Philip, da Alemanha, disseram no fim do primeiro dia:
Ao chegar ao lugar de acolhimento, à igreja de Sta. Gertrude, nós experimentámos um sentimento de hospitalidade, de calor e de alegria. Os organizadores do encontro de Riga conseguiram recrear a atmosfera particular de Taizé neste lugar e nós encontrávamo-nos subitamente como em casa.
Oração na igreja de Sta. Gertrude
Uma outra jovem, Sofia da Suécia, descreve assim a forma como foi acolhida:
Eu fui acolhida em casa de uma jovem da minha idade, que me abriu o seu pequeno apartamento. Nós descobrimos muitos pontos em comum entre nós, apesar dos nossos modos de vida diferentes. Ela tinha muitas questões sobre a fé e a religião e o meu ponto de vista sobre a religião era diferente do que ela esperava. À noite bebíamos chá, falávamos daquilo que faz de nós cristãos – foi muito interessante. Eu encorajei-a a vir participar na oração na igreja de São Pedro no sábado à noite, e ela gostou imenso, em particular as velas.
O irmão Alois sublinhou este reconhecimento dirigido às Igrejas e às famílias de acolhimento de Riga, numa das suas meditações:
«Para nós os irmãos de Taizé, é uma alegria estar em Riga, para esta etapa da peregrinação de confiança sobre a terra. […] Nós gostaríamos de agradecer àqueles e àquelas que nos acolhem. Entre os dons que Deus concedeu aos Letões, está certamente o da hospitalidade. E os jovens dos países Bálticos têm ainda tantos outros valores a partilhar. Nós alegramo-nos por aprender a descobri-los.»
As orações comunitárias reuniram 2000 pessoas no centro da cidade de Riga
Ao longo do fim-de-semana, o lugar central do encontro foi a igreja luterana São Pedro, no centro histórico de Riga, onde tiveram lugar os tempos de oração comunitária. No sábado à noite, os dois arcebispos católico e luterano, Janis Vanags e Zbignevs Stankievics, saudaram os participantes do encontro.
Um representante do metropolita ortodoxo de Riga esteve igualmente presente, pois a Igreja ortodoxa apoiou o encontro pela animação de dois ateliers e no acolhimento dos jovens participantes ortodoxos na liturgia da manhã de domingo. As comunidades baptistas e metodistas também participaram no acolhimento dos jovens.
Os ateliers de sábado: uma paleta impressionante de temáticas
Na tarde de sábado, tiveram lugar ateliers sobre temas muito diversos entre os quais: «Silêncio e oração interior» com o arcebispo luterano, «Unidade, reconciliação, comunidade» com o arcebispo católico, «Introdução à iconografia ortodoxa», «Servir os pobres».
Duas jovens advogadas empenhadas na defesa dos direitos humanos animaram um atelier sobre o tema «Importância da reconciliação na sociedade de hoje»; A Ilze e a Arina, da Letónia, descrevem assim esta experiência:
Nós tomámos consciência de quanto os jovens estão prontos a dar o primeiro passo para tornar-se artesãos da paz nas suas comunidades. Não se trata de fazer um gesto impressionante ou um acto de grande influência, mas pode tratar-se de uma simples conversa ou de uma abertura face àqueles que nos feriram. É impressionante como através da escuta de experiências de outras pessoas e da partilha da nossa própria experiência de vida, nós tenhamos chegado à mesma conclusão expressa pelo irmão Alois durante a oração de domingo: a paz e a reconciliação começam antes de mais com cada um de nós.»
A respeito deste último atelier, uma jovem da Suécia, Martina, dizia ainda:
No final do encontro, particularmente depois da partilha sobre o chamamento a «tornar-se o sal da terra» e depois de ter participado no atelier sobre a reconciliação na sociedade, comecei a reflectir: que podemos nós fazer, como pessoas comuns, para fazer deste mundo aquilo que ele deveria ser? Um dos maiores perigos nos conflitos entre os povos, as nações e/ou as etnias, é desumanizar o outro. Eu creio que só tratando a outra pessoa como um verdadeiro ser humano podemos esperar a reconciliação.
Atelier no centro da cidade de Riga
Um encontro marcado pelas dificuldades do momento
Em algumas ocasiões, sobretudo aquando dos momentos de partilha, a história da terra letã e as questões ligadas à sua identidade emergiram. O contexto tenso do momento tornou ainda mais significativa a presença de numerosos jovens da Ucrânia e da Rússia, que o irmão Alois evocou também uma noite:
Estes dias nós partilhávamos a alegria que nos vem de Deus, mas nós não esquecemos que cada um de nós traz consigo fardos, por vezes muito pesados. Para uns são sofrimentos pessoais, para outros um futuro sem grandes expectativas, outros ainda trazem consigo os fardos dos seus próprios povos. Eu penso em particular naqueles vindos da Rússia e da Ucrânia. [...]O que é que nos reuniu estes dias em Riga? Num mundo onde vemos tantos conflitos, armados ou não, nós viemos como peregrinos de paz e de confiança. Nós experimentámos a alegria de estar juntos numa grande diversidade e de sentir uma solidariedade profunda. Nós agradecemos a Deus reunir-nos, além das fronteiras e das e das culturas, numa comunhão única que é a Igreja.
Dois jovens da Rússia, nos seus testemunhos escritos depois do encontro, partilharam também sobre este contexto regional difícil. Varia, de Saint-Petersbourg, diz ainda:
Durante uma das orações, percebi o quão feliz estava entre pessoas que rezavam juntas, esquecendo as divisões e inimizades. Vi ainda e ainda uma atitude amigável, acolhedora; e a hospitalidade ajuda-nos a ultrapassar os preconceitos. A oração comunitária nas nossas próprias línguas era um sinal de amizade, como a realidade visível do encontro. O lado invisível, é a presença de Deus, tão próximo nos nossos corações.
E Misha, de Moscovo, por sua vez escreveu:
Na nossa região, nós temos muitos sentimentos difíceis, devidos a uma história complexa nas nossas relações e mesmo a conflitos em curso. Eu vim portanto a Riga na esperança de um milagre – o de estar juntos diante do Senhor. Sem julgar, mas rezando. Juntos, e uns pelos outros. E estou grata aos organizadores do encontro por não terem assumido que estas questões não tinham importância, mas antes de as abordarem com muito cuidado e tacto. Além disso, no contexto da situação na nossa região, cantar juntos os cânticos de Taizé em russo – apesar de todas estas dificuldades – foi para mim um verdadeiro sinal de esperança.
O resultado de todo o trabalho de preparação
O encontro de fim-de-semana foi preparado durante vários meses, sobretudo graças a uma equipa de jovens de diferentes Igrejas, apoiados pelos seus pastores. Na Primavera, duas jovens voluntárias enviadas de Taizé vieram também à Letónia. Maria, da Roménia, era uma delas:
Desde que visitámos a Letónia, em Maio de 2014, durante duas semanas e meia, eu pude ver e sentir o grande desejo dos Letões de acolher este encontro – o desejo de partilhar, de acolher outras pessoas, de ser conhecidos e de criar novos laços no seio da família humana e dos cristãos. É uma grande alegria estar aqui estes dias e ver que o encontro corre bem – ver rostos familiares radiosos de alegria, a igreja cheia de jovens, e de sentir esta unidade além fronteiras. Como sempre, este encontro é um grande sinal de esperança para todos aqueles que estão implicados.
A outra voluntária, Mary, da Coreia, também participou no encontro:
Nós estamos felizes por estar de regresso a Riga! Como voluntárias de Taizé, nós estivemos na Letónia em Maio para informar e convidar os jovens a participar no encontro. E agora, tudo se passa numa bela atmosfera. Os Letões estão felizes por acolher pessoas de diferentes países. Nós rezamos juntos, cantamos juntos, comemos juntos – o todo, «junto» em Deus. É muito bonito ver e sentir isto.
Oração da manhã na igreja luterana São João
terça-feira, 7 de outubro de 2014
Taizé Praga
De 29 de Dezembro a 2 de Janeiro de 2015 milhares de jovens vão estar reunidos em Praga para mais uma etapa da Peregrinação de Confiança sobre a terra de volta a Praga 24 anos depois do primeiro encontro.
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
Tens planos para o fim de ano?
Peregrinar com Taizé rumo a Praga de 29/12 a 02/01
inscrições: https://docs.google.com/forms/d/1172jn5rcTG5z977zO_SN6xqciI1lGLL8tDKdGXsKnRc/viewform?c=0&w=1
inf: SDPJ - Porto
Sérgio Mendes
Telef.: 93 668 38 10
sergio26rodrigo@gmail.com
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Sérgio Mendes
Telef.: 93 668 38 10
sergio26rodrigo@gmail.com
terça-feira, 23 de setembro de 2014
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
UMA PALAVRA BÍBLICA
UMA PALAVRA BÍBLICA
A Igreja
Antes de se tornar numa palavra do credo, da teologia e do catecismo, «Igreja» é uma palavra bíblica. O que se segue não é uma meditação sobre a Igreja, mas uma tentativa de reencontrar como os leitores do Novo Testamento percebiam esta palavra, com a esperança de lhe devolver um pouco da sua frescura primeira.
A palavra ekklesia aparece mais de duzentas vezes na Bíblia grega que a maioria dos cristãos dos primeiros séculos lia. O que pode surpreender-nos é que se encontra quase tantas vezes no Antigo como no Novo Testamento. Na versão grega do Antigo Testamento, ekklesia designa em geral a assembleia do povo de Deus.
No Novo Testamento, ekklesia designa tanto uma assembleia local como o conjunto dos cristãos. Mas há excepções interessantes. Lucas, autor de um Evangelho e dos Actos dos Apóstolos, utiliza-a também para a assembleia de uma cidade (ver Actos 19,23-40). Ekklesia não estava portanto reservada a um uso religioso. A palavra evocava a vida das cidades gregas com as suas assembleias, onde se discutiam os assuntos públicos.
Outra excepção é que, mesmo no Novo Testamento, ekklesia pode designar o povo de Deus da Primeira Aliança. Estevão chama ekklesia ao povo reunido no deserto em volta de Moisés (Actos 7,38). E a epístola aos Hebreus cita um versículo do salmo 22: «Louvar-te-ei no meio da ekklesia» (Hebreus 2,12). Será que se deve traduzir «no meio da assembleia» ou «no meio da igreja»? O salmo fala da assembleia de Israel. Mas como a epístola aos Hebreus põe estas palavras na boca de Cristo ressuscitado, trata-se também da igreja.
O uso bíblico liga portanto aquilo que nós temos por hábito distinguir. O exemplo da epístola aos Hebreus convida a deixar as escrituras da Primeira Aliança falar da igreja da Nova Aliança. Então o sentido da palavra ekklesia alarga-se. O seu uso pelos Salmos, nomeadamente, confere-lhe como que um aspecto musical. A ekklesia torna-se a assembleia em festa, aquela que o canto de Cristo reúne.
A palavra ekklesia é frequente nos Actos dos Apóstolos, mas curiosamente ausente dos seus primeiros capítulos. A comunidade nascida no Pentecostes não se chama ekklesia. Trata-se simplesmente de «todos os crentes» (Actos 2,44). Depois aparece a palavra plêthos (Actos 4,32), que é possível traduzir como «a multidão dos crentes». Mas os paralelos extra-bíblicos permitiram aos exegetas reconhecer que plêthos pode referir-se a uma comunidade. Por vezes traduz-se esta palavra por «assembleia» ou «assembleia plenária» (por exemplo em Actos 6,2), mas não é exactamente sinónimo de ekklesia. O plêthos, à semelhança de outros grupos que existiam na época em Jerusalém, é uma comunidade constituída que tem as suas regras de pertença, os seus ritos e os seus responsáveis.
Deste modo, os Actos dos Apóstolos conservaram marcas pelo facto de ekklesia não ser imediatamente utilizada para designar as comunidades cristãs. E graças às cartas de Clemente, bispo de Roma, e de Inácio, bispo de Antioquia, sabemos que as duas palavras plêthos e ekklesia coexistiram pelo menos até ao início do século II. Mas que traços distintivos das comunidades cristãs realça a palavra ekklesia? E por que razão foi ela que prevaleceu? Os Actos deixam perceber que o apóstolo Paulo tem algo a ver com isso, dado que a palavra começa a desempenhar um papel ao mesmo tempo que o próprio Paulo (Actos 8). O que as cartas de Paulo também confirmam, nas quais a palavra ekklesia é particularmente frequente.
Porque terá Paulo preferido ekklesia? Nesta palavra, há o verbo «chamar». Se, por um lado, plêthos designa a comunidade, ekklesia é, tanto no mundo grego como na Bíblia, uma assembleia convocada. Dir-se-ia que cada vez que Paulo diz ekklesia, ele refere-se a «convocação» ou «chamamento». Para ele, «a igreja de Deus» são «os santos por vocação» (1 Coríntios 1,2), aqueles que foram «chamados à comunhão» de Cristo (1 Coríntios 1,9).
Meio século mais tarde, escrevendo aos cristãos de Esmirna, Inácio de Antioquia qualificará pela primeira vez a ekklesia de «católica», ou seja universal: «Aonde aparecer o bispo, aí está a comunidade (plêthos), tal como aonde está Jesus Cristo, aí está a igreja (ekklesia) católica». Os cristãos formam comunidades concretas. Mas tanto para Inácio como para Paulo, a palavra mais bela é «igreja». Uma vez que nesta palavra o ênfase não incide sobre a administração de uma comunidade, mas sobre o apelo universal do evangelho de Cristo. E o adjectivo «católica» sublinha que um único e mesmo evangelho, em todo o lugar e em todo o tempo, chama à única comunhão de Cristo.
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
CARAÍBAS
CARAÍBAS
Peregrinação de confiança em Outubro 2014
Neste ano em que Taizé procura estar mais particularmente à escuta dos jovens da América latina, teve lugar no México um encontro que reuniu vários milhares de jovens no início de Maio. Este Outono, a «a peregrinação de confiança sobre a terra» continuará por etapas nas Caraíbas, animadas pelo irmão Alois.
Porto Rico
A primeira terá lugar em Porto Rico, a 8 de Outubro, para uma noite de oração na Catedral de Caguas, a segunda cidade da ilha. Porto Rico é muitas vezes chamada de «Isla del Encanto», que significa ilha do encantamento. Mas, por trás da beleza das suas praias, Porto Rico é marcada pela violência e também por um combate profundo para definir a sua identidade. Durante centenas de anos, Porto Rico foi colonizada por Espanha, tendo os seus habitantes recebido a língua espanhola, a religião e as suas raízes latino-americanas. Mas desde há cem anos, é um estado livre associado aos Estados Unidos. Para muitos jovens Portoriquenhos, uma questão importante é: quem são eles, Latino-Americanos ou antes um dos Estados Unidos da América? Para estes jovens, viver a peregrinação de confiança, tratar-se-á de encontrar a sua identidade profunda em Cristo, para construir um futuro de paz para todos.
Para mais informações, contactar:
- Noryzel Gracia Pérez (1-787-568-9212) ou Karla Veguilla (1-939-579-3703).
- E-mail: taize.puertorico@gmail.com
- Facebook: https://www.facebook.com/taizepr
Haiti
Depois desta oração inicial, a peregrinação continuará no Haiti. Durante o fim-de-semana de 10 a 12 de Outubro, terão lugar três orações, em Nippes a 10, em Hinche a 11 e em Port-au-Prince a 12. O Haiti é um país muito presente no coração dos irmãos da comunidade de Taizé. O irmão Roger visitou-o em 1983, ele foi profundamente tocado pelo povo haitiano, pela sua capacidade de esperar e confiar apesar das numerosas dificuldades sociais e políticas às quais teve de fazer face. O irmão Alois, que participou nesta visita de 1983, voltou em 2010, no seguimento do violento tremor de terra que tanto atingiu este país.
Para mais informações, contactar:
- Bernard Guiving
- Courriel : guyving@yahoo.fr
Cuba
A terceira etapa desta peregrinação será Cuba. É a primeira vez que a comunidade visitará este país. A 14 de Outubro, terá lugar, em Havana, uma oração na igreja do Sagrado Coração de Jesus e Inácio de Loyola, situada num bairro pobre conhecido como «Los Sítios». Desde há cerca de um ano, um grupo de jovens Cubanos rezam nesta igreja uma vez por mês com os cânticos de Taizé. A 15 de Outubro, terá lugar uma oração em Matanzas, a cerca de duas horas a oeste de Havana. Matanzas, cidade de numerosas pontes, é também um local onde há muitas igrejas protestantes. Este serão de oração pretende ser um meio de atravessar as pontes que separam muitas vezes os cristãos afim de que a Igreja possa ser um lugar de acolhimento para todos.
Para mais informações, contactar:
- P. Carlos Joel Borgos Hernández
- E-mail: pastoral.juvenil@arqhabana.org
República Dominicana
A peregrinação de confiança culminará num encontro de jovens durante o fim-de-semana de 17 a 19 de Outubro em Santo-Domingo, capital da República Dominicana. Este país partilha uma mesma ilha com o Haiti. Os dois povos estão marcados por uma história comum de violência e de conflitos armados. As divisões e feridas entre eles são profundas. Os jovens que se preparam para esta etapa da peregrinação de confiança esperam que muitos Dominicanos e Haitianos possam participar nela. Isso será um sinal de que um futuro de paz e de reconciliação é possível, quando numa grande simplicidade nós nos reunimos para rezar e para nos acolhermos uns aos outros.
Para mais informações contactar:
- Telefone: 1 (809) 482-2524 Ext. 122
- E-mail: republicadominicana@taize.fr
- Internet: www.taize.fr/republicadominicana
- Facebook: www.facebook.com/taizedominicana
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
A fé
A fé
Por que é preciso acreditar para ser salvo?
«O Evangelho é poder de Deus para salvação de todo o crente» (Romanos 1,16). A salvação é a libertação do que desfigura, diminui, destrói a vida. E o poder de que Deus se serve para salvar é «o Evangelho de seu Filho» (Romanos 1,9). Este Evangelho, boa nova, revela Deus dando tudo: o seu perdão, a sua vida, a sua alegria. É por isso que a salvação não está reservada para os que preencheriam certos critérios. É para os bons e para os maus, os sábios e os loucos. Deus salva «todos os que crêem».
Será então a fé a condição para receber este dom de Deus? Se assim fosse, a minha vida, a minha felicidade, a minha salvação dependeriam ao fim e ao cabo de mim mesmo. O que decidiria tudo seria a minha aceitação ou a minha recusa. Esta ideia não corresponde ao que a Bíblia entende ser a fé. A fé não é um meio de que nos servimos para obter qualquer coisa. É uma realidade bem mais humilde, uma simples confiança, sempre cheia de espanto: sem que eu tenha obedecido a nenhuma condição, Deus restabelece-me na sua amizade.
A fé é quase nada, mal se discerne – pequena como um grão de mostarda, diz Jesus (Lucas 17,6). Ao mesmo tempo, é «mais preciosa que o ouro» (1 Pedro 1,7), «santíssima» (Judas 20). Com a esperança e a caridade, permanece para sempre (1 Coríntios 13,13). No séc. VII, Máximo, o Confessor, identifica fé com reino de Deus: «A fé é o reino de Deus sem forma visível, o reino é a fé que tomou forma segundo Deus.» E acrescenta que a fé realiza «a união imediata e perfeita do crente com Deus em quem crê». A fé não é um bilhete de entrada para o reino de Deus. Na própria fé, Deus está presente. Quem acredita e confia no Evangelho já está unido a Deus.
Antes da vinda de Cristo, a fé não era a atitude habitual para se ligar a Deus. Houve crentes excepcionais, como Abraão, e no momento decisivo da travessia do Mar Vermelho, «o povo acreditou no Senhor e em Moisés seu servidor» (Êxodo 14,31). Mas, no dia a dia, a fidelidade contava mais do que a fé. A comunidade da primeira aliança não era formada pelos «crentes», mas pelos «humildes», «os justos», «os santos» (Salmo 34). Foi com o Evangelho de Cristo que a fé, que até aí era uma excepção, se torna normal, a ponto de se poder chamar os discípulos de Jesus simplesmente «os crentes» (Actos 2,44).
Pois, desde que o evangelho revela o dom de Deus sem medida nem moderação, a salvação é oferecida gratuitamente. Já não há condições a preencher, basta crer. Ninguém é excluído do amor de Deus, segundo as palavras do apóstolo Paulo: «Pusemos a nossa esperança em Deus vivo, o Salvador de todos os homens, sobretudo dos crentes» (1 Timóteo 4,10).
Que fazer quando não consigo acreditar?
O Novo Testamento fala quase tanto da dúvida como da fé. Os apóstolos não estavam muito surpreendidos pela dificuldade em acreditar, pois sabiam que ela estava predita pelos profetas. Paulo e João citam a palavra de Isaías: «Senhor, quem acreditou na nossa mensagem?» (João 12,38 e Romanos 10,16). João acrescenta: «era o que Isaías tinha dito ainda: ‘Cegou-lhes os olhos e embotou-lhes o espírito, a fim de não verem com os olhos e não entenderem com o espírito’» (João 12, 39-40). Os quatro Evangelhos fazem todos referência a esta passagem de Isaías 6. A fé não é evidente.
O Evangelho de João mostra a fé no pano de fundo do seu oposto. Desde o início Cristo é ignorado: «Veio ao que era seu e os seus não o receberam» (João 1,10-11). É verdade que a certa altura, muitos seguiram Jesus. Mas, rapidamente, a maioria deixa de acreditar nele: «Muitos dos seus discípulos retiraram-se e já não andavam com ele» (João 6,66). Jesus não tenta agarrá-los. Constata: «Por isso é que vos disse: ‘Ninguém pode vir a mim se não lhe for concedido por meu Pai’» (João 6,65).
Cristo não procurou suscitar a adesão através da persuasão, pois a fé tem uma profundidade que ultrapassa a inteligência e as emoções. Enraíza-se nessas profundidades onde «o abismo chama outro abismo» (Salmo 42,8), onde o abismo da nossa condição humana toca no abismo de Deus. «Ninguém pode vir a mim, se o Pai, que me enviou, o não atrair» (João 6,44). A fé nasce inseparavelmente da actuação de Deus e da vontade humana. Ninguém acredita se não quiser. Também ninguém acredita sem que Deus o permita.
Se a fé é um dom de Deus e se nem todos acreditam, será que Deus afasta alguns? Na passagem onde João cita Isaías sobre a impossibilidade de crer, também transmite uma palavra de esperança de Jesus: «E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim» (João 12,32). Elevado sobre a cruz e elevado na glória de Deus, Cristo «atrai» como o Pai «atrai». Como é que ele faz para atingir todos os seres humanos? É impossível dizê-lo. Mas por que não havemos de confiar nele no que diz respeito àquilo que nos ultrapassa?
Até à última página, o Evangelho de João mostra a fragilidade da fé. A dúvida de Tomé tornou-se proverbial. Mas o que é decisivo é que, sem acreditar, permanece na comunidade dos crentes – e evidentemente, estes não o expulsam! Tomé espera, o Ressuscitado mostra-se a ele, e ele acredita. Depois Jesus diz: «Bem-aventurados os que, sem terem visto, acreditam!» (João 20,29). A fé não é um feito. Vem inesperadamente, ninguém sabe como. É uma confiança que se espanta com ela própria.
Até à última página, o Evangelho de João mostra a fragilidade da fé. A dúvida de Tomé tornou-se proverbial. Mas o que é decisivo é que, sem acreditar, permanece na comunidade dos crentes – e evidentemente, estes não o expulsam! Tomé espera, o Ressuscitado mostra-se a ele, e ele acredita. Depois Jesus diz: «Bem-aventurados os que, sem terem visto, acreditam!» (João 20,29). A fé não é um feito. Vem inesperadamente, ninguém sabe como. É uma confiança que se espanta com ela própria.
Carta de Taizé: 2004/6
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
Rencontre de Riga (Texto em Francês)
SEPTEMBRE 2014
Rencontre de Riga
Rencontre régionale du pèlerinage de confiance en pays baltes
« Devenir sel de la terre »
26–28 septembre 2014
À l’invitation des Églises Luthérienne et Catholique de Lettonie, une étape du « Pèlerinage de confiance sur la terre », animé par la communauté de Taizé depuis de nombreuses années, aura lieu à Riga du 26 au 28 septembre 2014.
Y sont invités les jeunes adultes de 16 à 35 ans de Lettonie, Lituanie, Estonie, Scandinavie, Finlande, Biélorussie, Ukraine, Russie, Pologne et d’autres pays. Au programme de ces journées, la prière en commun avec des frères de Taizé, des rencontres, des ateliers et l’expérience de l’hospitalité des familles et des paroisses de Riga.
En 2014 Riga sera aussi l’une des capitales européennes de la culture. La rencontre donnera ainsi un signe de la foi des jeunes dans le Christ.
Informations pratiques
Les jeunes seront hébergés dans des familles à Riga. L’accueil des arrivants se fera le vendredi matin, suivi par les prières de midi et du soir, et le dîner.
Le samedi matin commencera avec la prière et des rencontres dans les paroisses d’accueil. Suivront le repas de midi et la prière au centre ville ; dans l’après-midi, seront proposés des ateliers sur l’engagement social, la foi et la vie intérieure, la rencontre des cultures, l’art et encore d’autres sujets. Dîner et prière du soir au centre ville.
Le dimanche débutera avec des célébrations dans les paroisses d’accueil, suivies par un repas de midi dans les familles et enfin une prière de clôture au centre ville.
Plus de détails concernant le programme seront publiés au cours du printemps. Merci de consulter cette page pour voir une future mise à jour. Les inscriptions commenceront peu avant Pâques 2014 ; elles pourront se faire à travers le lien ci -dessous. La participation aux frais est estimée à 30 euros environ ; le montant exact sera confirmé plus tard.
Toutes les informations concernant la préparation à Riga sont disponibles sur
http://taizeriga2014.lv/index_en.htm.
http://taizeriga2014.lv/index_en.htm.
NAIROBI, 2014
NAIROBI, 2014
«Tornar-nos líderes segundo o Evangelho»
De 13 a 24 de Agosto, os irmãos de Taizé em Nairobi acolheram dois retiros internacionais. Estiveram reunidos 150 jovens de vários países da África Oriental, incluindo o Sudão do Sul, a República Democrática do Congo, o Burundi, o Ruanda, a Tanzânia e diferentes regiões do Quénia.
O tema «tornar-nos líderes segundo o Evangelho» foi meditando sob vários ângulos bíblicos nas manhãs, enquanto as tardes foram aproveitadas para participar em ateliês ou para visitar pessoas que dão um testemunho de esperança.

À saída da igreja

Tempo de silêncio e de meditação bíblica

Partilha em pequenos grupos

Partilha em pequenos grupos

Ateliê «Do material recuperado à arte»
Contacto:
Taizé community
Mji wa furaha
Thika road, Nairobi
Kenya
Tél. : +254(0)724 664 198
Taizé community
Mji wa furaha
Thika road, Nairobi
Kenya
Tél. : +254(0)724 664 198
Visita de um irmão ao Sudão do Sul
Visita de um irmão ao Sudão do Sul
A violenta crise que eclodiu em meados de Dezembro 2013 esmagou o mais jovem e o mais pobre dos Estados do mundo. As negociações entre os representantes dos dois campos opostos estagnaram. A tristeza e ansiedade da população são grandes. Em áreas não afetadas pelos combates, a vida continua. Neste contexto, é difícil as pessoas deslocarem-se e programar com antecedência alguns encontros, mas uma visita fraterna permite expressar, concretamente, a solidariedade. Foi o que fez um dos irmãos da fraternidade de Taizé com sede em Nairobi, no vizinho Quénia. Ele escreve:
Evacuados com urgência durante a crise, os funcionários da ONG pouco a pouco foram regressando. O pessoal da igreja e os missionários não abandonaram o campo, alguns partilhando o destino das comunidades onde trabalhavam, nas suas deslocações forçadas e nos seus sofrimentos.
Em Juba, as igrejas transformaram-se em lugares de refúgio. Quando fui lá, muitos tinham deixado as paróquias onde eles se tinham refugiado. Mas no Gumbo, nos arredores de Juba, o padre David, salesiano originário da Índia, assume já há seis meses o seu acolhimento, sem o apoio de instituições internacionais: «Acolhemos 1600 deslocados no nosso campo, sendo que 1.200 são crianças, debaixo de 290 lonas de plástico. Eles chegaram de noite. Os homens ficaram para combater. A cólera afetou-nos, mas agora a situação está sob controlo.»

Creche no campo nº 1 em UN House Juba
A irmã Eugénie trabalha nos dois campos geridos pela ONU em Juba. Ela orienta-me pelo labirinto de vielas e nas passagens entre as cabanas. «A parte mais difícil para os homens é a inatividade. Não há trabalho.» A água do Nilo chega em camiões cisternas e é armazenada em tanques e tratada no local.

Seminaristas no seu dormitório
O Estado dos Lagos, no centro do país, é uma região de floresta e de pântanos. Durante a estação das chuvas, as estradas estão intransitáveis. Demora cerca de três horas para percorrer os 60 quilómetros que separam Rumbek, capital do Estado, de Mapuordit. Nesta grande vila, seminaristas no seu dormitório, no pequeno seminário, em Santa Bakhita vivem 53 rapazes originários das quinze paróquias da diocese. Eles estudam durante o dia na escola secundária nas proximidades. Eles acolheram-me durante três dias durante os quais partilhamos, tendo em conta a sua disponibilidade, momentos de oração e reflexão bíblica.
Daniel Ranthiar é agora por duas vezes pai. Sem ter conseguido concluir o ensino secundário, ele tornou-se vice-diretor do mesmo. No seu estabelecimento, ele acolhe dezoito raparigas de aldeias remotas que assim podem chegar mais facilmente à escola. Mas as condições são muito simples. O menu é o idêntico todos os dias: arroz e feijão vermelho. Sem energia elétrica e sobretudo sem água desde que a bomba do bairro deixou de funcionar. Este é o problema de toda a aldeia, das dezasseis bombas apenas três ainda funcionam. Muitos vão encher as vasilhas à torneira do seminário. Tenta-se recuperar a água da chuva, «mas não está limpa!» Mantém-se as poças de lama onde as mães vêm preencher seu pote de barro com um copo.

A família de Daniel Ranthiar
As irmãs de Loreto de Rumbek colocam toda a sua energia e habilidades ao serviço de uma causa: a educação das meninas. Nos países Dinka é uma emergência e um desafio considerável. As raparigas estão todas destinadas a casarem-se em troca de um dote em bovinos para a qual a família do futuro marido é solicitada. Conforme os pedidos, o pai pode decidir do dia para a noite casar a filha, que a partir desse momento passar a «pertencer» à família do marido, que teve de contribuir para o dote. Sr Orla é diretor do liceu: «Todas as semanas, temos um pedido para retirar uma aluna da escola. Às vezes, conseguimos convencer a família de que é melhor para que todos, deixá-la terminar a escolaridade.»

Turmas de 1º ciclo debaixo das árvores, Loreto – Rumbek
Reunimo-nos para começar uma reflexão e estabelecer o tempo de oração com todas as alunas. Algumas já eram líderes no ano passado e constituíram um núcleo muito motivado. Eles continuaram a preparar orações na escola durante todo o ano. O tema desta semana: «Tornar-nos líderes segundo o Evangelho». Desenvolvemo-lo em três etapas: como ser um líder na oração, no serviço aos outros, na proclamação da Palavra de Deus. Às 14:30 lançamento da reflexão bíblica, seguida dos primeiros 45 minutos de reflexão pessoal e do mesmo tempo para a partilha em pequenos grupos.

Grupo de partilha de Loreto – Rumbek
Um dos especialistas no Sudão do Sul partilha a sua análise sobre a crise atual. «Muitos países conheceram um período turbulento após a conquista da independência: os primeiros Estados Unidos em primeiro lugar... Seria uma constante na história? Esta guerra não é bonita. Os sudaneses norte fazem jogo duplo; oficialmente, eles apoiam Juba, mas permitem também a entrega de armas aos rebeldes assim como o seu ajuntamento no outro lado da fronteira. Na altura da independência há três anos, os problemas do país não foram tidos em conta. Agora tudo está sobre a mesa, não podemos escondê-los mais. Mas isso vai levar tempo.»
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
Breve introdução aos Encontros Europeus de Jovens
Paris, Varsóvia, Londres, Lisboa, Roma, Budapeste, Genebra, Barcelona... todos os anos, entre o Natal e o Ano Novo, a Comunidade de Taizé anima um «Encontro Europeu» numa grande cidade da Europa. Estes encontros reúnem muitos milhares de participantes, provenientes de toda a Europa e dos outros continentes.
http://vimeo.com/7532873
terça-feira, 2 de setembro de 2014
BRASIL Um primeiro passo... depois de uma presença de 40 anos.
BRASIL
Um primeiro passo... depois de uma presença de 40 anos.
No Brasil, nas favelas e nos bairros pobres, como aquele onde vivem os irmãos em Alagoinhas, muitos cristãos frequentam uma das múltiplas igrejas evangélicas. Encontram lá apoio e consolação para a semana. Um irmão partilha alguns ecos de uma celebração no dia de Pentecostes de 2014:
Em breve fará 40 anos que estamos no Brasil e no dia de Pentecostes houve, pela primeira vez, uma oração ecumênica na nossa Igreja.
As igrejas pentecostais celebram o Pentecostes todos os dias, não apenas uma vez no ano como as igrejas «históricas». A fé surge todos os dias de novo. Em bairros de periferias como o nosso, o Cristo vivo é anunciado sobretudo pelas igrejas pentecostais.

Neste dia de pentecostes estava conosco uma comunidade impressionante de 40 pessoas, gente «da rua» de Salvador. Eles passaram o fim de semana conosco fazendo retiro. Alguns deles faziam pertenciam a igrejas pentecostais.
Alguns pastores de várias igrejas evangélicas «históricas» vieram encerrar a semana pela unidade conosco aqui. Assim resolvemos convidar também os nossos vizinhos, membros das igrejas pentecostais, para uma oração em conjunto, na tarde de Pentecostes. Os membros sobretudo da Assembleia de Deus, a igreja pentecostal com mais história (105 anos), aceitaram assim pela primeira vez o convite para uma oração conjunta na nossa igreja, pela unidade de igreja. A semana de oração ecumênica termina no Brasil no dia Pentecostes.

Para nós tratava-se de uma oração pela unidade, no entanto durante a celebração apercebi-me de que ninguém de entre os fiéis das igrejas pentecostais falava de unidade, apesar do sermão de um dos pastores pentecostais acerca do texto bíblico 1 Cor 1: «... acaso está Cristo dividido?» Todos louvaram a Deus, pela fé, que nos é comum, a nós os irmãos de Taizé e os «crentes» católicos que se reúnem normalmente na nossa igreja, e aos «crentes» das igrejas pentecostais do nosso bairro, onde representam a grande maioria.

A oração pela unidade transformou-se numa celebração de louvor e testemunho da fé, que nos é comum. Isto é na verdade um enorme passo em frente, a confiança cresceu, contudo o caminho para uma comunidade visível entre todos, os que acreditam em Jesus, esse parece ainda bastante oculto. É preciso acrescentar que normalmente a um fiel de uma igreja pentecostal não é nem permitido ultrapassar a porta de uma igreja católica. Uma igreja católica é, como já no tempo da reforma no século XVI, um templo pagão cheio de imagens de ídolos. Não estou também certo se algum dos católicos que estiveram presentes - eles pertencem na maioria das vezes a bairros socialmente mais favorecidos, alguma vez participou de uma celebração de Pentecostes.
Um primeiro passo... depois de uma presença de 40 anos
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