terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Mensagens recebidas para o Encontro_ Papa Francisco

O Papa Francisco

Caros jovens,
Vindos de toda a Europa e também de outros continentes, estão reunidos em Praga para o 37º encontro europeu animado pela comunidade de Taizé. Em Praga, e ao longo do ano 2015 em Taizé, procurarão, na oração e também no diálogo com os outros, como ser sal da terra. O Papa Francisco encoraja-vos vivamente nesta procura. Descobrirão a confiança surpreendente que Cristo coloca em vós. Não vos deixeis impressionar pelos vossos limites e pela vossa pobreza. Pelo seu Espírito, presente em vós, Cristo permite-vos ser sal da terra. Olhai para ele para receberem o que vos pede. Vem dar ao mundo o seu verdadeiro sabor ao dar a descobrir a beleza da comunhão com Deus e entre irmãos e irmãs

Quatro propostas para «ser sal da terra».

IRMÃO ALOIS 2015

Quatro propostas para «ser sal da terra».

A carta «Rumo a uma nova solidariedade» (2012-2015) continua a exprimir as bases do caminho comum que nos conduz até ao dia 16 de Agosto de 2015, décimo aniversário da entrada do irmão Roger na vida eterna. Eis quatro propostas para «ser sal da terra».

Primeira proposta: Partilhar o gosto de viver com os que estão à nossa volta



«Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se corromper, com que se há-de salgar?»
(Mateus 5,13)
Ser sal da terra é um dom de Deus que gostaríamos de acolher com alegria. Ao sermos sal da terra, podemos transmitir o gosto de viver. E, quando tornamos bela a vida dos que nos são confiados, a nossa própria vida ganha um sentido.
Se, perante um grande número de obstáculos, nos perguntamos: «Para quê continuar a lutar?», recordemo-nos que basta um pouco de sal para dar sabor.
Pela oração, aprendemos a olhar para nós próprios como Deus nos vê. Deus vê os nossos dons e as nossas capacidades.
Não perder o sabor significa comprometer-nos de corpo e alma e confiar nos dons de Deus em nós.
  • Para nós próprios e para os outros, procuremos o que nos faz crescer e leva a uma realização pessoal.

Segunda proposta: Comprometer-nos pela reconciliação



«Se fores apresentar uma oferta sobre o altar e ali te recordares de que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão.» (Mateus 5,23-24)
Encontramos em todos nós a vontade de viver juntos como numa só família humana. Contudo, isso não é fácil de acontecer, nem em família, nem entre amigos, nem nas nossas cidades e vilas nem entre nações.
Quando os cristãos se reconciliam, tornam-se sinal no meio de uma humanidade que procura ela própria a sua unidade.
Há situações em que é urgente a reconciliação. Para nos comprometermos nesse caminho, precisamos de compreender os medos que aprisionam o outro nos nossos preconceitos. Cabe-nos também ganhar consciência de que os outros podem ter algo contra nós.
O Evangelho chama-nos a não transmitir à nossa volta nem à próxima geração ressentimentos herdados do passado.
  • Ousemos encorajar encontros entre os que não partilham as mesmas ideias, o mesmo estilo de vida ou a mesma religião, ou que não vêm da mesma cultura ou do mesmo meio social. Aprendamos a conhecer-nos e a convidar-nos uns aos outros. Tenhamos a coragem de pedir perdão e de perdoar.

Terceira proposta: Trabalhar pela paz



«Felizes os pacificadores, 
porque serão chamados filhos de Deus.» (Mateus 5,9)
A paz é mais do que a ausência de conflito – é felicidade; dá a todos um lugar justo; é plenitude de vida. Quando a acolhemos em nós, a paz de Deus estende-se aos que estão à nossa volta e a todas as criaturas.
O desejo de paz alarga o nosso coração e enche-o de compaixão por todos. Traduz-se numa atitude de acolhimento e de bondade nas nossas famílias, no nosso bairro, nas nossas actividades quotidianas.
A paz é também raiz de justiça, a uma escala maior. Nas sociedades onde o luxo e a pobreza existem lado a lado, ainda ficamos surpreendidos por surgirem formas de violência? A partilha das riquezas é um factor de apaziguamento e um contributo maior para o bem comum.
Algumas pessoas comprometem-se na promoção da paz assumindo responsabilidades na vida pública dos seus países, numa associação, no seu local de trabalho, ao serviço de pessoas com necessidades particulares.
  • Vamos ao encontro de alguém que não tenha paz. Procuremos particularmente os migrantes. Distingamos as situações de injustiça e levemos a nossa protecção aos que estão vulneráveis. Identifiquemos as formas modernas de escravatura. Com outros, rezemos pela paz. Por exemplo, façamos todos os domingos à noite meia hora de silêncio.

Quarta proposta: Cuidar da nossa terra



«Felizes os mansos, 
porque possuirão a terra.» (Mateus 5,5)
Os mansos são os que não se impõem. Deixam espaço para os outros. Não monopolizam a terra. A mansidão não é resignação, mas domínio dos impulsos violentos que nos habitam.
A terra não é propriedade nossa. Foi-nos confiada; somos chamados a olhar por ela. Os recursos do nosso planeta não são ilimitados. Temos um dever de solidariedade entre pessoas e povos e para com as próximas gerações.
Na nossa maneira de consumir e de utilizar os recursos naturais, é preciso encontrar um bom equilíbrio entre as necessidades vitais e o desejo de ter sempre mais.
Para encontrar um estilo de vida que permita um desenvolvimento sustentável, precisamos de todas as nossas capacidades de imaginação e de criatividade. Devemos exercê-las no quotidiano, e também estimulando a investigação científica, a inspiração artística e a criação de novos projectos para a sociedade.
  • Olhemos para o nosso modo de vida e procuremos simplificar o que pode ser artificial e o que é excessivo. Simplificar a nossa vida pode ser fonte de alegria. Abramos espaços de partilha: o que podemos dar e receber? Não esqueçamos de louvar a Deus pela criação. Para isso, são essenciais tempos de descanso e de contemplação.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Calendários

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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Rostos de esperança

UCRÂNIA, OUTUBRO DE 2014

Rostos de esperança

Depois de ter visitado a «pequena fraternidade provisória» em Kiev, um dos irmãos continuou a sua viagem à Ucrânia com visitas em várias cidades do país. Tempos de oração comunitária, encontros com jovens, visitas a duas Universidades e a um Seminário, encontros com bispos: o programa foi variado, sobretudo com a vontade de compreender melhor a situação no país e de encorajar os jovens que participaram nos encontros em Taizé ou em Estrasburgo e também os que se estão a preparar para ir a Praga.
Foi particularmente importante visitar cristãos de todas as denominações. Esta atenção em dialogar com todos marca muito as visitas dos irmãos à Ucrânia. Para dar alguns ecos destas visitas, eis aqui alguns retratos de pessoas que se foram cruzando no caminho ao longo desta viagem. Uma particularidade: são todas crianças. Eis o que o irmão conta:

«Encontrei muitas pessoas em cada um dos dias da viagem, sobretudo jovens. Surpreendi-me ao reparar que me lembro de rostos de crianças que encontrei em cada cidade que visitei. Haverá melhor forma de pensar no futuro de um país e rezar por um povo do que recordar rostos de crianças?
Kharkiv
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Dois dias antes da minha chegada, a estátua de Lenine num grande largo da cidade tinha sido retirada. Os estudantes que encontrei só falavam nisso. Ao serão, depois da Eucaristia celebrada pelo bispo católico e a procissão com a cruz da Jornada Mundial da Juventude (que estava de passagem pela cidade), tive um encontro com várias pessoas; entre elas estava uma criança com cerca de dez anos. Estava muito contente por poder falar francês e utilizar algumas palavras que tinha aprendido na escola. Era manifesta a sua vontade de ultrapassar barreiras linguísticas; ela irradiava alegria. Quando o encontro acabou, quis atravessar a sala para me vir dizer adeus. Que sorte tem de poder crescer com esta abertura!

Komsomolsk
Estive no seminário ortodoxo da diocese de Poltava, que é na cidade de Komsomolsk. Tive um encontro de duas horas com os estudantes, o que mostra a confiança que há da parte dos professores. Um deles é um jovem pai de família. O seu filho mais novo, que se chama Constantin, tem apenas dois anos. O que me marcou ao olhar para ele foi ver que não parou de sorrir. Há tantas coisas que me separam desta criança e, no entanto, parecia evidente que há só uma família humana.

Rivne
Quando fui para a parte ocidental do país, fui esperado na cidade de Rivne para um encontro com estudantes. O professor que tinha organizado o encontro também me apresentou a sua família. Vika, a sua filha, ainda é demasiado nova para poder participar nos encontros em Taizé. Estive a explorar com ela… o seu livro de História. Foi muito interessante passar as páginas, olhar para as imagens, e ver o seu entusiasmo a explicar-me alguns acontecimentos da História do seu país. Quando me despedi, ela queria dar-me outro livro de História, do ano anterior.

Lviv
No final de um programa bastante preenchido em Lviv, a grande cidade a Oeste, tínhamos convidado os jovens para uma oração da noite numa igreja do centro histórico. Antes da oração, estávamos a conversar na praça em frente à igreja quando uma jovem mãe de família se aproximou. Contou que tinha participado na recente etapa da peregrinação de confiança em Riga e que espera poder um dia vir a Taizé. Tentei falar com o seu filho Taras, mas sem sucesso. É autista. Pouco a pouco, sem falar, começou a mostrar-se muito terno e passamos um belo momento juntos. A jovem mãe pediu-me para rezar pela sua família e pelo seu filho. Durante toda a oração, pensei no rosto daquela criança.

Ivano-Frankivsk
Um dia, sem termos previsto isso, cheguei a Ivano-Frankivsk. Na verdade, tinha sido programada uma oração e um concerto em memória de um jovem da cidade, Roman Huryk, que morreu dia 20 de Fevereiro após o disparo de um franco-atirador. No início de Outubro, ele teria completado 20 anos. Os seus familiares convidaram parentes de outras vítimas da repressão para se encontrarem na sua cidade e fazer memória dos filhos ou parentes desaparecidos.
De repente, foi-me apresentado o avô do Roman, Pan Miroslav. Ele está muito empenhado na vida da sua paróquia. Não sem emoção, partilhámos sobre a vida e morte de seu neto. Depois, apresentou-me a mãe e as duas pequenas irmãs do Roman. Neste encontro, as notícias e os ecos recebidos durante todo o Inverno tornaram-se de repente muito concretos, encarnados na dor e na esperança desta família.

Pensando da Ucrânia, ouvindo notícias vindas deste país, mantenho agora estes rostos na minha memória. Eles incentivam-me a pensar que um futuro de paz e de reconciliação é possível e necessário.»

sábado, 25 de outubro de 2014

ENCONTRO DE PRAGA Programa provisório

Segunda-feira 29 de Dezembro

Chegada a Praga de manhã, para o acolhimento. Depois, primeiro encontro com a paróquia e eventualmente família de acolhimento.
Jantar, seguido pela oração comunitária no Parque de Exposições, PVA EXPO PRAHA, em Letňany.

Terça-feira 30 e quarta-feira 31 de Dezembro

Oração da manhã na paróquia de acolhimento, seguida por um tempo de partilha em grupos de reflexão ou de encontros com pessoas empenhadas na vida da comunidade local. Almoço simples.
Oração do meio dia nas grandes igrejas do centro de Praga.
À tarde, em diferentes locais do centro da cidade e no Parque de Exposições: ateliês com temas variados: compromisso social, fé e vida interior, criação artística…
Jantar, seguido pela oração comunitária no Parque de Exposições e nas grandes igrejas do centro da cidade.
No dia 31 de Dezembro: vigília de oração pela paz no mundo, seguida por uma «festa dos povos» na paróquia de acolhimento.

Quinta-feira 1 de Janeiro

Participação nas celebrações habituais das paróquias de acolhimento e depois almoço com as famílias.
À tarde: encontros por países. 
Jantar e oração noite no Parque de Exposições.

Sexta-feira 2 de Janeiro

Oração da manhã na paróquia de acolhimento.
Partida a partir das 12h.