domingo, 3 de agosto de 2014

A coragem de ser criador de paz

MEDITAÇÃO DO IRMÃO ALOIS

A coragem de ser criador de paz

Quinta-feira, 31 de Julho de 2014

Em cada semana deste Verão, nós, os irmãos, sentimo-nos felizes por acolher tantos jovens na nossa colina. A grande diversidade de países e a solidariedade que se cria entre todos suscitam uma admiração constante.
Há uma imensa alegria que se manifesta entre vós. Contudo, sei que cada um e cada uma de vós carrega também um fardo. Para uns são sofrimentos pessoais, para outros um futuro que parece bloqueado, outros são habitados pela angústia dos conflitos, por vezes armados, que reinam nos seus países.
Na semana passada, esteve aqui presente um grupo de Palestinianos de Belém, partilhando connosco a sua pena. E esta semana, encontra-se entre nós uma mulher palestiniana.
Sentimo-nos também tocados por estarem connosco, cada semana, jovens ucranianos e, ao mesmo tempo, jovens russos. A uns e a outos, quero dizer: saibam que a vossa presença é importante pra nós e que, nos nossos corações, estamos muito próximos de todos vós.
É importante para nós cantar frequentemente, na oração comum, um cântico em eslavo eclesiástico, a língua litúrgica dos ortodoxos russos, e, também, cantar a versão ucraniana do cântico «Laudate Omnes Gentes», «Slavite vsi narodi».
Estar juntos, escutarmo-nos mutuamente, confirma em todos nós esta profunda convicção: em todos os países existem homens e mulheres de paz.
Reunimo-nos todos três vezes por dia para a oração comum. É Cristo que nos reúne e nos oferece a sua paz. Se não começamos por receber esta paz no nosso coração, como poderemos ser criadores de paz ao nosso redor?
Se não acolhemos a paz de Deus, será possível que as feridas, por vezes terríveis, sejam curadas? Penso nas crianças feridas ou mesmo mortas, nos incontáveis refugiados em todo o mundo.
Incansavelmente, Cristo Ressuscitado que, sozinho, venceu o ódio, a violência e a morte, Cristo Ressuscitado diz-nos: «A paz esteja convosco». É ele a nossa consolação. É ele que nos comunica a coragem de sermos criadores de paz. «Felizes os pacificados, porque serão chamados filhos de Deus», diz também Jesus.
Escutar Cristo conduz-nos à escuta dos outros. Para sermos criadores de paz, tomemos o tempo de compreender o ponto de vista dos outros. Assim, os nossos olhos abrir-se-ão para ver sinais de esperança, mesmo em situações difíceis. E somos impelidos a colocarmo-nos próximos dos que atravessam provações. 
Fazer a paz começa nas nossas relações de todos os dias com os que nos estão próximo. Somente podemos almejar ser artesãos da paz na sociedade e nos graves conflitos de hoje em dia se o somos, à partida, nas relações com os que nos rodeiam.
Desejo imensamente que todos vós que vieram em peregrinação a Taizé possam aqui depositar uma porção dos vossos fardos, os fardos pessoais ou os do vosso país. E que possam acolher em vós a paz de Cristo.
Amanhã, ao serão, teremos a oração à volta da cruz, que nos recorda que Cristo aceita carregar tudo. Foi para isso que veio. O Evangelho diz-nos que ele é o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
As situações inextrincáveis de ódio e violência que vemos no mundo não são um apelo a aprofundar a nossa confiança em Cristo? Não é nesta profundidade que devemos colocar a coragem de nos tornarmos mulheres e homens de paz?
Sem esta confiança sempre renovada em Cristo, não será possível interromper a espiral de violência que se alimenta de argumentos realmente ou aparentemente justos. É esta confiança em Cristo que nos permite acreditar que as reconciliações são possíveis.
Esta sexta-feira, dia 1 de Agosto, às 16h, um sino soará durante três minutos. O mesmo acontecerá em todas as cidades e aldeias de França. Trata-se do centésimo aniversário do início da Primeira Guerra Mundial em 1914. Durante o tempo que soar o sino, onde quer que estejamos, interromperemos a nossa actividade para permanecer em silêncio e rezar pela paz.
Entre nós, encontra-se uma mulher verdadeiramente comprometida num trabalho de solidariedade com refugiados na Europa. Chama-se Amaya e viveu largos anos no Camboja. De momento, trabalha no Serviço Jesuíta a Refugiados em Roma. Dir-nos-á algumas palavras. Antes, uma criança, Julie, dirá o nome dos povos que se encontram aqui esta noite e as crianças distribuirão flores.

Temos flores para os oriundos do Chile, Argentina, Brasil, Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Porto Rico, México, Estados Unidos e Canadá.
Para os da Nova Zelândia e Austrália.
Para os da Rússia, Finlândia, Suécia, Dinamarca e Noruega.
Para os da Bielorrússia, Letónia, Lituânia, Polónia, Alemanha, Holanda, Bélgico, Reino Unido e Irlanda.
Para os da Ucrânia, Eslováquia, Hungria, Áustria, República Checa, Eslovénia, Suíça e França.
Para os da Roménia, Sérvia, Croácia, Bósnia-Herzegóvina, Grécia, Itália, Espanha e Portugal.
Para os da Coreia, Japão, China, Hong Kong, Taiwan, Camboja, Vietname, Indonésia, Timor Leste, Índia, Bangladesh, Líbano, Palestina e Turquia.
Para os de Madagáscar, África do Sul, Burundi, Tanzânia, Quénia, Uganda, Chade, Benim, Burquina Faso, Gana, Togo e os oriundos do Egipto.

Irmão Alois: Esta noite, ao prosseguirmos a oração com os cânticos, rezaremos por todos os refugiados espalhados pelo mundo, pelos que morrem no mar, pelas vítimas de conflitos armados ou de catástrofes naturais, e ainda pelos que são perseguidos. E escutamos Amaya:
Amaya: Tenho um amigo em Damasco, na Síria. Todos os dias, ele ouve os bombardeamentos no caminho para o trabalho. Diz-nos: «Se os cristãos desaparecerem do Médio Oriente, será como se desaparecesse uma fonte de água viva. Poderá modificar a identidade do cristianismo no mundo inteiro.»
Perante tais desafios, como podemos manter a esperança? Em Alep, jovens cristãos e muçulmanos trabalham juntos para levar alimento às famílias em dificuldade. Este serviço em conjunto dá um forte sinal de que a reconciliação é possível.
O meu amigo sírio guarda, igualmente, viva a esperança de que a paz na Síria é possível. Quando nos sentimos tentados a abandonar a esperança, a sua alimenta a nossa.
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terça-feira, 29 de julho de 2014

Uma «pequena fraternidade provisória» no Porto

VERÃO DE 2014

Uma «pequena fraternidade provisória» no Porto

De 21 de Julho a 15 de Agosto, três jovens estão a fazer a experiência de viver numa «pequena fraternidade provisória» no Porto.
A paróquia de Nossa Senhora da Vitória acolheu o desafio da Comunidade de Taizé para receber uma «pequena fraternidade provisória». A Jeanne, a Judith e a Yolanda, de nacionalidades respectivamente francesa, alemã e espanhola, estão a fazer voluntariado no centro social da paróquia, numa vida de partilha e simplicidade ritmada por três orações comunitárias diárias.
De segunda a sexta-feira às 18h30, a oração é aberta a todos os que querem participar, na Igreja de São José das Taipas.
Quando têm disponibilidade, as jovens participam também em actividades juvenis noutras paróquias. Sexta-feira 25 de Julho puderam participar numa oração em Espinho, na praia:
Estas «pequenas fraternidades provisórias» inserem-se no programa que a Comunidade propõe para celebrar os 75 anos da sua fundação e o centenário do nascimento do seu fundador, o irmão Roger. São etapas da preparação do «Encontro por uma nova solidariedade», que terá lugar em Taizé de 9 a 16 de Agosto de 2015.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Novidades

fr. Roger
Não pressentes a felicidade?


Pressens-tu un bonheur? in Portuguese
Paulinas Editora, Portugal, 2014, 104 p, ISBN: 9789896733919
O Irmão Roger chegava sozinho, em 1940, à pequena aldeia de Taizé. Tinha apenas 25 anos. Sessenta e cinco anos mais tarde, o fundador da Comunidade de Taizé descreve aqui algumas etapas do seu itinerário e da sua reflexão, desde lembranças da infância até ao seu encontro com a Madre Teresa, passando pelos contactos que teve com os papas João XXIII, Paulo VI e João Paulo II, as suas visitas aos países da Europa de Leste durante a Guerra Fria, as vivências entre os deserdados dos países do Sul e o acolhimento dos jovens em Taizé. A sua meditação lembra as inúmeras diligências para estabelecer sinais de comunhão e de paz, particularmente nos lugares de fratura da humanidade.

Senhor, eu confio no teu amor


Seeds of Trust in Brazilian Portuguese
Paulinas Brasil, 2013, 240 p, ISBN: 9788535634617
O objetivo deste livro é favorecer o crescimento de nossa confiança em Deus e em seu amor, superando esses entraves através de uma caminhada que vai desde a descoberta de um amor maior do que tudo que se possa imaginar, passando pelas fontes libertadoras do perdão e pelas veredas da cura interior, até reencontrar as raízes da esperança de modo a seguirmos com discernimento e aprendermos a amar sempre mais intensamente. Além do texto bíblico, cada uma das breves meditações é acompanhada de perguntas para a reflexão, de um canto da comunidade de Taizé e de uma oração escrita por Irmão Roger.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Pequenas fraternidades provisórias

Notícias das pequenas fraternidades provisórias

Até ao Verão de 2015, pequenos grupos de jovens vivem em comunidade durante algumas semanas, no coração de um bairro ou de uma aldeia, para aí dar testemunho do Evangelho e partilhar as alegrias e as tristezas dos habitantes. A vida é ritmada por três orações comunitárias diárias, trabalho pastoral e social com as comunidades cristãs locais, visitas a pessoas isoladas ou em situação de sofrimento, animação de orações abertas a todos e de encontros de jovens.
Nesta página, actualizada regularmente, será possível acompanhar as notícias destas pequenas fraternidades provisórias.

A vida em Taizé: Relatos e testemunhos

2014

A vida em Taizé: Relatos e testemunhos

Ao longo de 2014, esta página será actualizada regularmente com notícias da vida na colina.

Junho: Começam os grandes encontros de Verão

Desde meados de Junho, o número de jovens acolhidos em Taizé tem aumentado regularmente, de semana em semana. Os encontros são bastante internacionais, marcados por uma grande diversidade de origens. Voluntários de todo o mundo também têm chegado nestas últimas semanas. Há novos ateliês propostos este Verão, alguns deles animados por pessoas que passam por Taizé. Entre elas, Christoph Benn, do Fundo Mundial de Luta contra a SIDA, o eurodeputado Philippe Lamberts ou médicos da região à volta de Taizé. O bispo emérito de Argel, D. Teissier, falou sobre diálogo inter-religioso.
Entre as visitas de representantes das Igrejas, notou-se a presença do Presidente da Igreja Metodista do Benim, vários delegados de pastoral juvenil de países africanos, o arcebispo de Dijon (França), o bispo de Magdeburg (Alemanha), vários bispos da Igreja de Inglaterra, cinco padres ortodoxos da Bielorrússia, que acompanhavam um grupo de jovens.

Simon (Allemagne)
Participei no grupo de reflexão sobre a nova solidariedade durante a minha semana em Taizé. Para mim, foi uma experiência muito gratificante e continuo agora a viver destas reflexões na «vida real». Na outra visita que tinha feito a Taizé tinha corrido tudo bem, mas de regresso a casa deixou de haver orações comunitárias e introduções bíblicas, de forma que as «impressões de Taizé» não me pareciam aplicáveis à minha vida quotidiana. Desta vez, continuo a pensar muito na semana que passei em Taizé e nos temas abordados no grupo de reflexão. E parece-me que nalguns aspectos os meus hábitos começaram a mudar.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Opinião de Luís Sousa Lobo Ex Reitor da Univ. Nova de Lisboa 2004

OPINIAO

A experiência de Taizé

por
Luís sousa lobo
Engenheiro
Ex-reitor da Universidade Nova de Lisboa21 dezembro 2004

OPapa João Paulo II, quando visitou Taizé, deixou uma imagem «Passa-se por Taizé como por uma fonte. O viajante pára, mata a sede e prossegue a viagem». Mas o que há afinal de especial nessa comunidade, localizada numa pequeníssima aldeia da Borgonha, que desafia a lógica urbana e o ritmo trepidante da civilização moderna? Porque é que tantos jovens, ano após ano, década após década, geração após geração, continuam aos milhares a acorrer a Taizé, para uma semana de reflexão e vida em comum? E porque virão a Lisboa dentro de dias 40 mil jovens de toda a Europa, respondendo ao apelo da Comunidade de Taizé, para o Encontro Europeu?
Não é fácil responder em poucas palavras, mas vou procurar dar a minha explicação, de maneira sintética, recorrendo, por comodidade, a palavras-chave.
Acolhimento, sem proselitismo. Em Taizé há um sentido de acolhimento e de respeito pelos visitantes. Não há proselitismo; ninguém está a aproveitar para doutrinar. Pelo contrário, logo à chegada, são os visitantes que indicam o programa que querem escolher para marcar o ritmo dos seus dias em Taizé, que pode ir desde a participação em grupos de discussão, estudos bíblicos, encontros intercontinentais até ao retiro pessoal em silêncio. Neste caso podem pedir um acompanhamento de um irmão. Mas o programa é livre.
O único traço comum dos programas são os três momentos de oração em comum, de manhã, ao meio-dia e à noite. Mas também aí há, sobretudo, o apelo à reflexão pessoal - não há grandes homilias ou discursos apologéticos. Não faz parte da cultura de Taizé. O acolhimento em Taizé significa, sobretudo, um grande respeito por cada pessoa, pelo seu percurso de vida. Lançam-se pistas de reflexão, não se dão respostas, mas há uma grande disponibilidade para ajudar a encontrar respostas para cada um. É isto que observo sempre que visito Taizé e que acho o traço principal da sua cultura de acolhimento.
Sobriedade, bom gosto com simplicidade. Ao longo dos anos o espaço público em Taizé foi-se alargando e adaptando ao número crescente de visitantes. Hoje em dia, nas épocas altas (Páscoa e meses de Verão), os visitantes atingem os 6000 em cada semana, com chegada habitual ao domingo à tarde e partida no domingo seguinte pela manhã. Em Taizé, dentro e fora das casas, tudo é bonito e simples. Há uma harmonia que sabe bem. Na loja podem comprar-se lembranças de arte, de música, de peças de uso doméstico ou livros, em que o estilo simples de Taizé se reconhece em tudo. A comunidade não aceita doações nem heranças, e é com esta actividade que equilibra o orçamento.
Organização eficiente, mas quase invisível. Como é possível juntar 30 ou 40 mil jovens durante cinco dias numa cidade europeia sempre diferente, ou 6000 jovens com rotação semanal em Taizé, sem uma logística pesada e cara? O segredo é uma organização que se foi apurando ao longo dos anos, com a intermediação de voluntários, jovens que, em geral no final dos seus estudos, dão um tempo da sua vida para ajudar os outros através do acolhimento que se vive em Taizé. Além disso, entre cada revoada de visitantes, muitos jovens disponibilizam-se, enquadrados pelos referidos voluntários, para executarem as tarefas de apoio indispensáveis nas estruturas de alimentação, limpeza, apoio médico, etc. Esta capacidade de auto-organização fica em segundo plano, quase invisível, mas as condições de acolhimento e de apoio de todos ficam asseguradas. Tudo anda sobre rodas.
Ecumenismo prático, discreto. O sentido ecuménico é central nesta comunidade, pois constituiu o principal elemento motor para o fundador, o Irmão Roger, e o grupo que no final dos anos 40 se lhe juntou. Este ecumenismo surpreende os que põem ênfase nas diferenças entre as Igrejas cristãs. Os irmãos acabam por falar pouco de «ecumenismo», palavra talvez demasiado técnica, pondo o acento sobre a busca de caminhos de compreensão e de reconciliação nos locais onde cada um vive.
Os irmãos vêm de tradições cristãs diferentes, mas fazem os mesmos votos. Os visitantes pertencem também a tradições cristãs diferentes, ou a nenhuma, mas juntam-se com naturalidade na mesma liturgia, nas mesmas orações. Em Taizé fica óbvio que o que une as Igrejas cristãs é muitíssimo maior do que o que as divide. Ainda que o pouco que divide seja tantas vezes o que é «posto na lapela» como marca distintiva. Mas esse «clubismo» em Taizé quase desaparece. O estilo dos cânticos, a presença dos ícones, o apelo aos traços mais profundos da espiritualidade cristã constituem em Taizé uma plataforma em que todos os cristãos se sentem à-vontade - certamente com algum depuramento em relação às fórmulas a que estarão habituados. Mas essa é uma roupagem a que todos se adaptam sem dificuldades, e que acentua o sentido de universalidade e a esperança de mais paz para a Humanidade.
Sentido de Deus pelo silêncio interior. A busca de Deus ou do sentido da vida, em Taizé, é marcadamente pessoal, apesar de transparecer que a fé não é individualista, é para ser vivida com outros. Há, contudo, um grande respeito pelo outro, não havendo grandes sensacionalismos ou emoções públicas. Tudo se passa no silêncio e no coração de cada um. A liturgia e o lugar ajudam. Tudo simples e despojado. Cânticos simples e repetitivos, um pouco ao gosto das Igrejas orientais, que ajudam à reflexão interior, intercalados por períodos de silêncio longos, com durações impensáveis em qualquer das nossas celebrações - mas que é um elemento essencial no ritmo de Taizé. A procura de Deus e do sentido da vida faz-se no encontro de cada um consigo próprio, na reflexão e no silêncio, e nos encontros na partilha, na entreajuda, na descoberta de outras culturas, de outras vocações, de outras realidades. Com disponibilidade para ouvir, compreender, descobrir.
É talvez por tudo isto que, em muitas universidades nos EUA e diversos outros países, os jovens usam as «noites de oração» ao estilo de Taizé como a forma conveniente para trazer ao gosto pela vida interior os jovens que o desejem. A minha avaliação é que o espírito da Comunidade de Taizé vai muito para além da sua raiz ecuménica. Dá um exemplo da busca do sentido da vida, neste caso na perspectiva cristã, de uma forma em que o fanatismo não só não está presente como perde o sentido. A esperança no futuro e a paz encontraram em Taizé uma linguagem bastante universal.
Esta é uma contribuição inestimável no mundo de hoje. Entre os irmãos há ingleses e alemães, mas também indianos e coreanos. Há norte-americanos e canadianos, mas também dois portugueses. Estão lá presentes, a todo o tempo, os problemas do mundo. E a visão do mundo que Taizé transmite é uma visão solidária, de paz e de esperança.
Se a esperança é a marca da juventude, percebe-se porque é que tantos, sobretudo jovens, vão a Taizé «como se vai a uma fonte para matar a sede e prosseguir a caminhada».
Não sei se o meu retrato de Taizé ficou muito incompleto, esquemático ou redutor. O melhor mesmo, para quem não conheça, é experimentar. E a partir do próximo dia 28, durante cinco dias, Taizé está connosco em Lisboa - uma oportunidade rara.