sexta-feira, 30 de maio de 2014

Operação Esperança

Operação Esperança

Os irmãos da Comunidade de Taizé vivem exclusivamente do seu próprio trabalho. Não aceitam doações. Também não aceitam para si próprios as suas heranças familiares, que a Comunidade encaminha para projectos de solidariedade com os mais pobres.
A Comunidade ajuda pessoas carenciadas nos diferentes continentes, crianças desprotegidas ou doentes, entre outras.
Entre outros projectos, a Comunidade ajuda alguns jovens a vir a Taizé e aos encontros europeus, latinoamericanos, africanos ou asiáticos: há muitos jovens que não podem contribuir nos custos da sua estada em Taizé ou pagar a viagem, por vezes por virem de países muito distantes.
Através da Operação Esperança, todos aqueles que o desejam podem participar nesta entreajuda e contribuir para estes projectos.

2014: Um apelo à solidariedade com a Coreia do Norte

Desde 1998, através da Operação Esperança, que Taizé tem enviado ajuda humanitária à Coreia do Norte, severamente afetada pela escassez de alimentos. Nos últimos anos, apoiámos hospitais enviando equipamento e medicamentos.
No início de Julho, será organizado um novo envio de material médico de primeira necessidade. A Comunidade vai assumir o transporte até hospitais e clínicas em áreas rurais. A Coreia do Norte tem médicos bem formados, mas há falta de material, mesmo coisas simples. Este envio poderá, portanto, incluir os seguintes objectos em bom estado: estetoscópios, termómetros, esfigmomanómetros, martelos de reflexo, agulhas para biópsia do fígado, material de cirurgia desinfetável.
Se houver pessoas que possam oferecer equipamentos mais sofisticados de ecografia, fibroscopia ou endoscopia, que não sejam utilizados mas ainda sejam utilizáveis, podem informa-nos, escrevendo à comunidade, pondo «Operação Esperança» como assunto.
Aqueles que se estão a preparar para vir a Taizé em Junho podem participar neste projecto, trazendo-nos este tipo de material e entregando-o no acolhimento. Aqueles que não se podem associar a esta coleta de material, mas que desejam apoiar a Operação Esperança, podem fazer uma doação através do site.

Eis alguns exemplos de ajudas dadas recentemente pela Operação Esperança:

No Sudão do Sul

Numa aldeia 25 km a sul de Rumbek vivem cerca de cinquenta famílias de leprosos, vindos de toda a região dos Grandes Lagos. Embora o tratamento médico possa curar a doença e remover todo o perigo de contágio, a perda de membros pode gerar grandes deficiências. O estigma social continua a afetá-los imenso. Os leprosos não podem ficar nas suas terras. Os seus filhos, mesmo que não sejam afectados pela doença, não são acolhidos nas escolas. A coragem e a esperança destas famílias que começam uma vida nova a partir do zero, em grande isolamento e precariedade, são notáveis. A Operação Esperança vai ajudar a construir um local para as classes da escola primária, de modo a que as crianças possam continuar a estudar, mesmo durante a estação chuvosa.
A guerra civil, os custos elevados e a falta de escolas impediram muitos jovens de continuar os seus estudos: ajudá-los agora a desenvolver todo o seu potencial é uma prioridade. A abertura de um Centro de Oportunidades para a Juventude quer dar um sinal forte em favor desse compromisso. Num terreno que durante a guerra civil era ocupado por armazéns de uma ONG, a Igreja quer abrir um local de acolhimento, de animação e de formação aberto a jovens de todas as origens. A Operação Esperança vai contribuir para a construção de uma sala polivalente, para substituir a actual tenda que está em muito mau estado.

Envios humanitários para a Coreia do Norte

Os medicamentos e material médico reunidos durante o Encontro Europeu de Berlim, no final de 2011, foram enviados no dia 11 de Fevereiro e chegaram à Coreia do Norte no fim de Março – início de Abril. Foram muitos os que responderam ao apelo feito pela Comunidade para este gesto de solidariedade: conseguimos juntar dezenas de caixas de medicamentos e algumas centenas de estetoscópios, termómetros, caixas de ligaduras, gaze desinfectada, seringas e outros tipos de material médico, assim como várias caixas de aparelhos cirúrgicos e dois esterilizadores. A Operação Esperança acrescentou dois aparelhos concentradores de oxigénio novos. Ao todo foram enviadas quatro paletes. A Cruz Vermelha da Coreia do Norte encarregou-se da distribuição dos medicamentos e deste material junto de hospitais e centros de saúde rurais.
Esta ajuda, em colaboração com a Cruz Vermelha Norte-Coreana, continuou em 2012 e 2013, com o envio de aparelhos médicos (um eletrocardiograma, microscópios, kits de emergência para os médicos, etc.) e de medicamentos para hospitais.
Em 2011, através da Operação Esperança, a Comunidade fez vários envios humanitários para os que têm falta de alimentos na Coreia do Norte: 260 toneladas de farinha de trigo e 120 toneladas de massa. Já em 2007 a Comunidade tinha enviado mil toneladas de farinha de trigo. Os primeiros envios humanitários que a Comunidade fez para este país foram em 1998 e 1999: mais de mil toneladas de milho foram enviados para a população que sofria há vários anos de secas e inundações. Desde então, todos os anos foi possível fazer um pequeno sinal de solidariedade, enviando ajuda humanitária: leite e biberões para bebés, material médico e medicamentos básicos. Um dos irmãos da Comunidade, de origem sul-coreana, esteve várias vezes na Coreia do Norte e acompanhou por vezes a distribuição da ajuda alimentar. Entre 2007 e 2011, a Comunidade convidou 6 médicos do Hospital da Cruz Vermelha da Coreia do Norte para fazerem um estágio de 1 ano em França.

Em 2009, Taizé imprimiu um milhão de Bíblias na China

Durante o Encontro Europeu que reuniu 40.000 jovens em Bruxelas no final de 2008, o irmão Alois anunciou que, para responder a necessidades dos cristãos da China, a Comunidade de Taizé ia fazer imprimir na China um milhão de Bíblias: 200.000 Bíblias completas e 800.000 Novos Testamentos com os Salmos. A impressão foi feita em Nanjing e, desta cidade, os livros foram distribuídos em diferentes etapas, ao longo do ano de 2009.
Em 2009, 2010 e 2011 a Comunidade de Taizé apoiou também o trabalho bíblico da Igreja Protestante na China.

Ajuda a órfãos na Etiópia

Há mais de quinze anos que a «Operação Esperança» ajuda uma comunidade de religiosas da Etiópia. Estas irmãs trabalham com crianças órfãs por causa da sida, em Addis-Abeba, e com famílias de pessoas com lepra.

No Burkina-Faso

Neste país do Sahel, onde a estação seca dura nove meses seguidos, a população utiliza poços que secam frequentemente, obrigando as mulheres a procurar água insalubre recolhida em tanques artificiais durante a época chuvosa. Por vezes têm que percorrer dez quilómetros para encontrar água e os raros poços que existem tornam-se motivos de conflito, por causa das longas esperas e da raridade da água. A Operação Esperança apoia a abertura de furos de captação de água e a instalação de sistemas de bombagem de água. Estes furos são indispensáveis para a alimentação humana e para a prevenção de doenças.
En 2010, a Operação Esperança voltou a apoiar o projecto de fornecimento de leite para crianças do hospital de Nanoro, no Burkina-Faso.

Solidariedade depois das provações na Bolívia

Em 2007, vários Estados da Bolívia foram afectados pelas inundações. A situação mais difícil foi no Estado de Beni. A Operação Esperança ajudou a comprar alimentos para as famílias da região de Trinidad que tinham perdido as suas casas e que vivem em campos de tendas.
Enquanto nas planícies bolivianas o problema foram as chuvas, nas montanhas foi o contrário: o Altiplano atravessou uma seca bastante dura. A Operação Esperança apoiou famílias camponesas de El Alto, ajudando-as a comprar utensílios para trabalhar a terra e sementes.

Escolas no Bangladesh

A Operação Esperança apoia há vários anos algumas escolas em Mymensingh, no Bangladesh. Ao todo, há mais de 1500 crianças a estudar nestas escolas. Nelas, os jovens professores muçulmanos, hindus e cristãos, aprendem a trabalhar em conjunto. Todos eles são estudantes que precisam de dinheiro para pagar a faculdade. Estes estudantes compreendem que, se querem receber ajuda, é importante contribuírem com algo. Abdicam do seu tempo livre para ajudarem a que estas escolas para as crianças carenciadas possam continuar. Servir juntos os mais pobres alimenta o sentimento de pertencermos a uma só família humana.

Um centro de acolhimento para doentes no Camboja

Desde 2008, a Operação Esperança tem enviado todos os anos ajuda para apoiar um centro de acolhimento para doentes, criado pela paróquia do Menino Jesus em Boeng Tumpun, no Camboja. Procurando responder às necessidades dos pobres vindos das aldeias de diferentes províncias do país, a paróquia lançou este projecto que promove a dignidade das pessoas doentes e lhes faculta os tratamentos de que necessitam. Por ser perto da capital, Phnom Penh, este centro pode facilitar o acesso a hospitais, em caso de necessidade. Os dons permitem participar nos custos de hospitalização, mas também financiar o próprio centro, tanto para a remuneração do pessoal como para manter os locais, cobrir despesas de acolhimento e de medicamentos, etc.

sábado, 17 de maio de 2014

Taizé



O início

Tudo começou em 1940, quando o irmão Roger, com 25 anos de idade, deixou o seu país de origem, a Suíça, para ir viver em França, país de sua mãe. Quando era mais novo, tinha estado imobilizado durante vários anos devido a uma tuberculose pulmonar. Durante esta longa doença, tinha amadurecido em si o chamamento para criar uma comunidade.
No momento em que começou a Segunda Guerra mundial, teve a certeza de que, tal como a sua avó tinha feito durante a Primeira Guerra mundial, deveria vir imediatamente em ajuda daqueles que atravessavam a dura provação da guerra. A pequena aldeia de Taizé, onde se fixou, ficava muito próxima da linha de demarcação que cortava a França em duas partes: estava bem situado para acolher refugiados fugidos da guerra. Amigos de Lyon ficaram reconhecidos por poderem indicar a aldeia de Taizé aos que tinham necessidade de refúgio.
Em Taizé, graças a um módico empréstimo, o irmão Roger tinha comprado uma casa, abandonada desde à muitos anos, com as suas dependências. Pediu a uma das suas irmãs, Geneviève, para vir ajudar no acolhimento. Entre os refugiados a quem deram abrigo, havia também judeus. Os meios materiais eram pobres. Sem água corrente, iam buscar água potável ao poço da aldeia. A comida era modesta, baseada sobretudo em sopas feitas com farinha de trigo comprada num moinho vizinho a baixo preço.
Por respeito para com aqueles que acolhiam, o irmão Roger rezava sozinho. Frequentemente ia cantar para longe de casa, no bosque. Para que alguns dos refugiados, judeus ou agnósticos, não ficassem constrangidos, Geneviève explicava a todos que era melhor que, quem quisesse, rezasse sozinho no seu quarto.
Os pais do irmão Roger, sabendo que o seu filho e a irmã se estavam a expor, pediram a um amigo da família, um oficial francês reformado, para olhar por eles, o que ele fez com diligência. No Outono de 1942, ele avisou-os de que tinham sido descobertos e de que todos deveriam partir sem demora. Até ao final da guerra, foi em Genebra que o irmão Roger viveu e foi lá que começou uma vida comunitárias com os primeiros irmãos. Puderam regressar a Taizé em 1944.
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O compromisso dos primeiros irmãos

Em 1945, um jovem da região fundou uma associação para cuidar das crianças que a guerra tinha deixado sem família. Propôs aos irmãos acolherem alguns em Taizé. Uma comunidade de homens não podia receber crianças. Então o irmão Roger pediu à sua irmã Geneviève para voltar a Taizé para as acolher e tornar-se sua mãe. Aos domingos, os irmãos acolhiam também os prisioneiros de guerra alemães, internados num campo próximo de Taizé.
Aos poucos, alguns jovens vieram juntar-se aos primeiros irmãos, e, no dia de Páscoa de 1949, foram sete a comprometer-se em conjunto para toda a vida no celibato e numa vida comunitária de grande simplicidade.
No silêncio de um longo retiro, durante o Inverno de 1952-1953, o fundador da Comunidade escreveu a Regra de Taizé, que expressava aos seus irmãos o «essencial que torna a vida comunitária possível».

Peregrinação Taizé

Peregrinação a Taizé

sábado, 10 de maio de 2014

O ANO 2015 EM TAIZÉ

O ANO 2015 EM TAIZÉ

Voluntariado

Voluntariado em Taizé em 2015
Em 2015, além dos voluntários que passam vários meses em Taizé para fazer uma experiência de oração, de serviço e de vida em comunidade, os irmãos lançam um apelo a jovens entre 18 e 29 anos para:
- ajudar em Taizé de 2 a 23 de Agosto;
- viver algumas semanas em pequenas fraternidades provisórias (ver abaixo Pequenas fraternidades provisórias).
Este apelo é dirigido a todos, mas de forma muito particular aos que já estiveram várias vezes em Taizé e aos que já fizeram uma experiência de voluntariado junto da Comunidade. Para mais informações, contactar: info2015@taize.fr.
Para permanecer em Taizé por um período mais longo, ler as informações em: 
Voluntariado em Taizé.